Segue a nota abaixo do sindicato dos professores da UEA. Estou completamente de acordo com a nota e acredito que é importante que o maior número de pessoas possa ter acesso ao que vem ocorrendo dentro dos muros da Universidade. O texto é um pouco longo, mas vale a pena a leitura.

SINDICATO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS -
SINDUEA

DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA UEA – DCE

 

O Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado do Amazonas –
SINDUEA, juntamente com o Diretório Central dos Estudantes da UEA – DCE, vem,
por este instrumento, manifestar à sociedade amazonense e a quem interessar
possa, que não concorda, não aprova e repugna a atual administração superior da
UEA que, nos últimos anos, vem produzindo o estatismo e o nanismo da
universidade, bem como a supressão de direitos e benefícios de toda a comunidade
acadêmica.

Note-se, contudo que, a comunidade universitária (docentes, discentes
e técnicos administrativos) concedeu tempo e muitos despenderam esforços em
contribuir para o sucesso da atual gestão; porém, o tempo e a benevolência foram
usados para o sucateamento da instituição e prejuízo de todos os seus segmentos,
cujos danos expomos a seguir:

Plano Cargo Carreira Remuneração – PCCR

·            
Descumprimento do plano de cargos, carreira e remuneração (PCCR) dos
docentes e técnicos da UEA (fruto da luta das duas categorias), inclusive não
pagando a gratificação de produtividade acadêmica dos professores, direito
adquirido pela luta da categoria quando da aprovação do plano em total
desrespeito ao PCCR;

·            
Não promoção de mais de 200 professores já aprovados no estágio
probatório (configurando um atraso de quase dois anos), gerando perdas e
desconfortos para estes profissionais;

·            
As promoções relativas às titulações, de quem fez mestrado e
doutorado no mesmo período, foram todas postergadas em função da morosa
burocracia da administração. Há casos que já perduram três anos;

Docente:
Direito trabalhista

·            
Em relação aos professores relotados da antiga UTAM – os mesmos
recebiam desde 1990, o adicional noturno como parte de seus salários e tiveram
arbitrariamente seus salários reduzidos pela reitoria. E, embora tenhamos
promovido várias reuniões para equacionar o impasse, tais tentativas redundaram
infrutíferas, e os professores terão que entrar na justiça para fazer valer seus
direitos;

·            
Em função de uma política do “gastar cada vez menos”, a atual
administração exonerou um número significativo de professores e, por conta
disso, neste primeiro semestre de 2013 a universidade sofre com a falta de mais
de 100 professores em sala de aula;

·            
Retenção ilegal dos vencimentos de professores sem o devido processo
legal, tendo incorrido no crime de retenção dolosa do salário, conforme prevê a
Constituição Federal de 1988 prejudicando vários professores.

Qualificação dos professores

·            
No processo de desmonte da universidade, o reitor enfraqueceu a
pós-graduação da instituição, encerrando mais de 20 cursos de mestrado e
doutorado (os DINTER/MINTER), feitos em parcerias com grandes universidades como
a USP, UNICAMP, UNB e UFRJ, entre outras, dificultando ainda mais o processo de
qualificação do quadro docente da própria UEA;

·            
A extrema burocratização para liberação de professores da UEA para
fins de qualificação fora do estado, limitando os professores neste
direito.

Burocratização

·            
O processo de morosidade da atual gestão tem inviabilizado as
atividades acadêmicas e administrativas, tais como: contratação de servidores no
início do semestre em número suficiente para atender as necessidades dos cursos;
aquisição de materiais para laboratórios e acervo bibliográfico; manutenção
mínima da atual estrutura física das unidades, centros e núcleos da UEA;
ampliação e reforma da estrutura física da universidade; a demora na liberação
de diárias e compras de passagens para servidores em atividades na
instituição.

·            
A ineficiência administrativa atinge frontalmente os discentes nos
aspectos referentes aos serviços administrativos mais básicos da Instituição
como a matricula em disciplinas e o acesso ao histórico escolar online, tudo em
virtude da adoção de um sistema de informação caro e inadequado às necessidades
da Universidade. O Lyceum, aliás, não é utilizado por nenhuma universidade
publica;

Desmonte
da Universidade

·            
A atual gestão, nos últimos 2 anos e meio não realizou nenhuma
expansão para o interior do estado (com a instalação de novos centros e
núcleos), enfraquecendo o princípio da concepção da UEA, ou seja, o de ser uma
universidade multicampi;

·            
Nesta gestão, dos núcleos e centros já existentes no interior do
estado, apenas a unidade de Parintins dispõe de bibliotecária. E, as condições
vão piorando a medida que os núcleos da UEA possuem bibliotecas precárias e, não
existindo equipe técnico-administrativo para secretaria, as atividades vão se
concentrando na capital, gerando processos que levam em media vários meses para
serem resolvidos.

·            
Abandonou a manutenção das unidades da capital e interior por conta
dos diretores, que procuram “se virar” com pequenos suprimentos trimestrais, o
que é ilegal, segundo o próprio Tribunal de Contas;

·            
Não equipou um único laboratório especializado, dos mais de 70
laboratórios necessários aos diversos cursos de tecnologia, saúde, artes e
humanas em geral;

Democracia

·            
É uma gestão que não defende os princípios democráticos de eleição
para reitor, bem como eleição para diretor dos centros do interior, andando na
contramão do principio básico das demais universidades brasileiras e fere a
própria origem, pois a atual gestão lutou pela eleição de reitor na UFAM, mas é
contraria a eleição para reitor na UEA, desconsiderando e desqualificando o
atual quadro de professores da instituição. A eleição para direção das escolas
da capital da UEA foi fruto da luta do SIND-UEA e do DCE junto ao
governador;

Transparência

·            
Nesses quase três anos, jamais discutiu (nem mesmo apresentou) ao
Conselho Universitário e nem às Câmaras de Administração e Planejamento, o
orçamento anual da universidade (não se sabe quanto e nem em quê a UEA gasta seu
orçamento);

·            
Por letargia ou total descompromisso, esta gestão perdeu R$
15.605.325,00
de recurso de bancada aprovada através de emenda do senador
João Pedro para a construção e aparelhamento do laboratório de química e física
da Escola Superior de Tecnologia – UEA. Assim como R$ 15.491.908,46 em
convênio com o DNIT para realizar estudos e projetos básicos das principais
hidrovias do estado para implantação de portos. Desse montante, 5 milhões
já estavam disponíveis em conta através da nota de empenho 2009NE904373. A
gestão perdeu ainda outros R$ 2.092.000,00 do fundo CT-Hidro/ANA para
monitoramento da qualidade das águas dos rios fronteiriços e transfronteiriços
entre Brasil e Colômbia.

Cidade
Universitária

·                    
A
usência de qualquer participação da reitoria quanto à construção da
cidade universitária e ausência de qualquer discussão sobre o reflexo desta na
vida dos docentes e dos estudantes.

 

Considerando que a atual gestão não tem cumprido com os princípios
constitucionais previstos no art. 37, em especial da eficiência e da moralidade
(já que descumprir a lei é ato de improbidade) o   Sindicato dos
Docentes da UEA e o Diretório Central dos Estudantes convocam toda comunidade
acadêmica para uma grande mobilização por eleição direta para reitor na busca da
efetiva democratização da UEA e melhoria em sua gestão. Participe do exercício
democrático de uma consulta para reitor a ser realizada pela comunidade
acadêmica em urnas que serão distribuídas nas unidades.

 

Em função
do exposto, o SINDUEA e o Diretório Central dos Estudantes – DCE
convocam
toda a comunidade acadêmica para uma grande mobilização pela luta
dos NOSSOS DIREITOS de ter uma Universidade DEMOCRÁTICA de fato.

POR ELEIÇÃO DIRETA PARA REITOR.


N.B.: No dia 10 de janeiro do ano em curso, durante reunião com este
sindicato, o Reitor afirmou na presença de 13 professores representantes do
SINDUEA, que jamais ficaria no cargo de reitor, caso houvesse manifestação
contrária à sua permanência. Eis a posição não só do SINDUEA, mas também do DCE,
contrários ao reitor e à toda sua equipe. Esperamos que ele cumpra com sua
palavra!

 

SIND-UEA e DCE

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As provas de monitoria para a disciplina de Linguagem de Programação 1 já foram corrigidas. As notas estão abaixo.

Rafael L Amarse: 8,5
Carlos Alberto Filho: 2,5
Hiuri Santana de Noronha: 2,5
Alberto da S. C. Filho: 0,5
Patrick Magalhães de Lima: 0,5
Walderi Moraes Filho: 0,5
Davi Cauassa Leão: 0,0
Sebastião F. Monteiro Júnior: 0,0
Stephanie Pires Costa: 0,0

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Mapa mental sobre Flagrante

Para acessar o conteúdo, basta clicar em cima da imagem. Qualquer erro, favor enviar um e-mail para tiagodemelo arroba gmail ponto com.

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Muitas pessoas têm dúvidas sobre o que é possível trazer de compras do exterior. A Receita Federal disponibilizou o vídeo abaixo que trata das principais regras:


Fast Tube by Casper

Abaixo um texto interessante que trata da questão da resiliência dos operadores do Direito, mas que pode ser aplicado a profissionais de todas as áreas:

Em uma reunião com sete alunos da graduação, orientandos em Direito Ambiental, uma acadêmica relata um acórdão que, ao seu modo de ver, era injusto, e conclui dizendo “deu-me vontade de largar tudo e ir fazer artesanato na Ilha do Mel”.

Fiquei surpreso. Afinal, a decisão era de um respeitado Tribunal de Justiça e eventual equívoco na conclusão, sem nenhuma suspeita de parcialidade, não representava nada de mais grave. Afinal, as pessoas pensam de forma diferente e como juízes são pessoas, nada mais normal que divirjam entre si ou de terceiros.

Como penso que professor não ensina só Direito, mas, acima de tudo, o que é a vida, dei a minha opinião. Observei que essa decepção não justificava qualquer desistência, que um acórdão adverso é rotina na vida de qualquer profissional e que a luta continua.

Na verdade, essa e todos os outros jovens enfrentarão um mercado de trabalho disputado, decepções com pessoas que admiram, problemas pessoais, doença, violência, um filho antes da hora, enfim, as dificuldades que a vida nos apresenta. Boa parte deles, protegidos por pais permissivos, não têm a menor ideia do mundo real. E daí, no primeiro obstáculo, batem em retirada, dizem-se desiludidos.

Não é esta a melhor posição. Pais, principalmente os pais, devem orientar, mostrar as dificuldades e ensinar como superá-las. Professores vocacionados também podem mostrar que algo errado não é o fim dos tempos e como superar os obstáculos.

A vida do profissional do Direito é luta, do começo ao fim. Conseguir um bom estágio nem sempre é fácil. Passar no exame da OAB é um grande desafio. Colocar-se na advocacia exige muito estudo, disciplina e relacionamento humano. Passar em um concurso público é renunciar a prazeres por três ou mais anos. Ter sucesso na carreira abraçada é outra coisa, muito diferente da aprovação, pois exige dedicação e equilíbrio emocional.

Mas a diferença entre o que reage de forma positiva (pró-ativo) e o que se entrega ou reage com violência (reativo) é que fará a diferença. Participando de três bancas para juiz federal substituto, lembro-me de candidatos que chegaram ao oral, foram reprovados e voltaram no concurso seguinte, conseguindo aprovação. E lembro também de uma moça, procuradora de um município, que lamentei ver reprovada, porque me parecia ter um perfil adequado à função. Tempos depois perguntei por ela e disseram-me: ela desistiu, ficou ofendida com a reprovação naquela prova oral. Uma reação inadequada, da qual resultou uma só vencida: ela.

O bem reagir chama-se resiliência, palavra pouco conhecida e que agora entra na área de recursos humanos das empresas.

Ensina Ari Lima que “Segundo o Dicionário Aurélio, resiliência é a propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora da deformação elástica. O termo resiliência foi adaptado ao comportamento humano para definir nas pessoas sua capacidade de superar dificuldades, vencer adversidades e se recompor de uma situação difícil ainda mais fortalecida” (http://www.algosobre.com.br/carreira/a-importancia-da-resiliencia-na-gestao-de-carreira.html).

Portanto, resiliente no mundo jurídico é quem suporta uma situação de flagrante injustiça, de pressão, de sofrimento, e consegue dela tirar proveito. Vejamos alguns exemplos, extraídos da vida real.

Era uma jovem inteligente, que no ano de 1980 classificou-se em primeiro lugar em um concurso para promotor de Justiça. A posse foi-lhe negada, sob o argumento de que, sendo o marido juiz na capital e tendo o dever de morar no local de seu trabalho, ela não poderia ir para o interior, percorrer os degraus da carreira. Não se entregou. Propôs mandado de segurança e saiu-se vencedora. Assumiu, passou por todas as promoções. Anos depois, pelo quinto constitucional, assumiu como desembargadora do TJ local. É uma vencedora.

Era juiz federal, cerca de 30 anos de idade, no tempo do regime militar. Sua mulher foi presa, acusada de dar apoio a comunistas. E ele foi preso também. Por nove meses amargou o confinamento. Além disto, perdeu o cargo. Ao ser posto em liberdade, inscreveu-se na OAB, advogou, tornou-se doutor em Direito e publicou livros. Anistiado, voltou à Justiça Federal e foi promovido ao TRF, onde exerceu a presidência, como sempre, com sucesso.

Homem maduro, funcionário do terceiro escalão de uma sociedade de economia mista, não era rico, mas tinha um bom padrão de vida. Vítima de uma acusação infundada, foi despedido sem direito a aviso prévio. Com família a sustentar. Estudante de Direito, reforçou os estudos e especializou-se na área previdenciária. Realizou-se plenamente como profissional, tornou-se muito rico e pode encaminhar bem os dois filhos. Se tivesse ficado na companhia, teria um destino bem pior.

Na mão inversa, os exemplos são mais fáceis. É um juiz que se sente sempre injustiçado pelo Tribunal e passa os dias cansando os outros com suas reclamações, por vezes retroagindo até o concurso de ingresso e, jovem ainda, anuncia que não aceitará mais promoções. É o agente do MP que, com dois anos de exercício, acredita ser o único remanescente da honestidade e por isso não mede esforços para instaurar inquéritos civis contra todos os que lhe estejam próximos, reclamando furioso quando um juiz independente lhe nega uma liminar. Com isto cria mais adversidades e mais negativas. É o advogado que, sem esclarecer bem a causa de sua decepção, larga tudo para trabalhar na locadora de vídeos de seu tio e, quando indagado sobre a razão da retirada, faz uma cara de mistério, como se soubesse fatos graves que o obrigaram a abandonar tudo.

Em poucas palavras, o operador do Direito, seja qual for a profissão escolhida, terá dificuldades no caminho. Superá-las com otimismo, analisar a ocorrência, ver se não contribuiu para o problema e aproveitar a lição que dela possa extrair, é forma de superação e crescimento. A resiliência será o fator principal do sucesso.

Fonte: http://www.conjur.com.br/2011-jun-05/segunda-leitura-resiliencia-sucesso-profissional-direito

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